Como funciona o banco de horas?

Publicado em 18 fevereiro, 2021

Atualizado em 28 junho, 2022 | Leitura: 6 min

Quando é preciso estender o expediente para além da jornada de trabalho tradicional, há duas possíveis saídas de acordo com a lei trabalhista: ou esse saldo excedente se transforma em hora extra, e o empregador deve pagar por ele com um adicional de 50% sobre a hora normal trabalhada, ou usa-se o chamado banco de horas. Neste caso, o colaborador tem a opção de reverter esse período a mais em descanso.

As vantagens para empregados e empregadores são diversas em adotar o banco de horas, mas é preciso cautela ao implementá-lo para garantir uma organização sem erros e evitar prejuízos para ambos os lados. Saiba mais.

Banco de horas: o que diz a lei

Acordo de compensação em que as horas excedentes trabalhadas em um dia são compensadas com a correspondente diminuição da jornada em outro dia, o banco de horas tem sua validade legal prevista no Art. 59 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

É uma decisão do próprio empregador, pelo seu poder diretivo, optar ou não pelo banco de horas. Mas é preciso ressaltar que, também segundo a lei, para a empresa adotar esse sistema, deve-se haver acordo ou convenção coletiva de trabalho que permita sua implementação. E com a reforma trabalhista de 2017, ganhou-se a opção de aplicar o banco de horas mediante acordo entre o empregado e o empregador. 

A diferença entre os dois casos é que quando o banco de horas é implementado por meio do sindicato, sua vigência é de até um ano. Já mediante acordo individual, seis meses. O que exceder esse período, deve ser pago como hora extra.

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Na prática, a CLT determina que a jornada de trabalho pode ser de até dez horas diárias ou 44 horas semanais. Assim, se a empresa adotar o banco de horas, tudo o que passar desse limite entra no registro do banco, e o colaborador pode reverter esse acumulado em dias de folga pelo prazo estabelecido com o empregador.

As principais vantagens do banco de horas 

Business time photo created by katemangostar - Pessoa olhando para relógio no pulso
Imagem: Freepik

Previsão e redução de pagamentos

O pagamento de horas extras é um dos fatores que mais atrapalha o fechamento da folha de pagamento no final do mês. Como não é um gasto previsto e o seu valor varia, as equipes gastam tempo nos cálculos e, muitas vezes, se surpreendem com o dinheiro que precisam desembolsar para cobrir esses custos. Já com o banco de horas, não existe esse problema.

Menos passivos trabalhistas

Mais um fator que pesa contra a hora extra e a favor do banco de horas são os passivos trabalhistas. É bastante comum haver erros no cálculo de horas extras, já que elas devem ser pagas no mês em que foram cumpridas, o que faz com que o tempo de avaliação dos responsáveis seja muito curto. E uma vez que há erros, a empresa pode se ver obrigada a responder judicialmente por eles – e com acréscimos.

Otimização do trabalho

Você já parou para pensar quanto tempo o departamento pessoal gasta preparando a folha de pagamentos? Quando há hora extra, saiba, não é pouco! Adotando o banco de horas, não há essa necessidade e o resultado é muito mais agilidade nos fechamentos. Fora que quem usa banco de horas também adere a sistemas de controle de ponto, que otimizam esse gerenciamento e entregam o cálculo pronto.

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Dicas para implementar o banco de horas na sua empresa

Para aderir ao banco de horas na sua empresa, é necessário realizar um planejamento estratégico antes, durante e após a implementação desse modelo. Veja algumas sugestões.

Avalie a necessidade

O banco de horas é uma opção para empresas que possuem gastos excessivos com horas extras, mas também é preciso levar em conta a demanda, já que o trabalhador terá mais oportunidades de se ausentar por meio desse sistema. Meça os impactos e entenda as regras e requisitos necessários de acordo com a lei trabalhista antes de se decidir.

Defina as normas do acordo

Viu que faz sentido para o seu negócio adotar o banco de horas? Então o próximo passo é preparar a documentação necessária para colocar o sistema em prática. Nesses documentos deverão constar detalhes como o valor da hora trabalhada, além dos horários e períodos permitidos para compensação. Exponha com clareza todas as regras, direitos e deveres da empresa e dos colaboradores nesse modelo.

Controle as horas

Mais uma etapa fundamental é controlar a jornada de cada funcionário e também disponibilizar ferramentas para que ele mesmo acompanhe seus minutos adicionais ou pendentes de trabalho. Esse monitoramento é importante para acompanhar a compensação de cada colaborador – se as horas positivas estão se transformando em folgas e as negativas estão sendo repostas, evitando complicações futuras. E vale saber que existem sistemas que contribuem com esse controle, conheça a seguir.

Tecnologia para gerir o banco de horas

Usuário mexendo no Escala Jornadas no celular
Por meio do Escala Jornadas, o colaborador acompanha seus dias de trabalho e de folga pelo próprio celular | Imagem: Danilo Batista

Para o banco de horas funcionar bem é imprescindível que a empresa controle com eficiência a jornada do colaborador. Diretamente interligados, esses acompanhamentos evitam desperdício de tempo e ainda previnem desentendimentos entre as partes.

No Escala Jornadas, solução desenvolvida a partir de uma iniciativa do Laboratório de Inovação da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, é possível otimizar o gerenciamento de escalas e jornadas de trabalho por meio de diversas funcionalidades disponíveis na web ou no aplicativo. 

No sistema o usuário tem a opção de adicionar a quantidade máxima de banco de horas permitida na instituição, além de configurar se está liberado banco de horas negativo, para que não gere controles paralelos. No dia a dia da gestão de escalas, é possível ainda sinalizar quando um ajuste de horário ou remanejamento com horas a mais do que o planejado vira banco de horas ou hora extra.

Outra facilidade que o Escala Jornadas oferece é o apoio à decisão para a queima de banco de horas, sugerindo os melhores dias sem desfalcar a escala. O profissional consegue, inclusive, solicitar folga por meio do aplicativo nesses melhores dias, que dependerá da aprovação do organizador para ser concluída.

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Tatiane Quintiliano

Especialista em escalas de trabalho nos modelos mensalista e horista, acumula mais de 20 anos de experiência em recursos humanos (RH). Tem passagem por multinacionais de grande porte e hoje é a coordenadora de Gente e Gestão do Escala.
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Marcio A. Oliveira

Coord. Processos e Operações MDA - Hospital Israelita Albert Einstein