Planejamento completo: ponto eletrônico integrado às escalas

Publicado em 6 junho, 2024

Atualizado em 22 julho, 2025 | Leitura: 6 min

A marcação de ponto é a maneira que a empresa tem de fazer o controle de jornada de trabalho dos empregados. Fundamental, esse acompanhamento impacta diretamente na produtividade e na remuneração, informando com prontidão quem deve receber horas extras, adicional noturno, a quantas anda o banco de horas, entre outras situações. E, hoje, é o ponto eletrônico que facilita essa gestão.

Para quem assume o gerenciamento e mesmo para os colaboradores que desejam manter o controle da sua rotina, a tecnologia se torna ainda mais eficiente ao agregar o ponto eletrônico à marcação das escalas. É uma precisão que não dá margem para erros, pois todos os dados da rotina profissional estarão em registro seguro e atualizado.

A seguir, elencamos os cuidados dos empregadores no uso do ponto eletrônico e como integrá-lo ao sistema de escalas, para um planejamento completo, assertivo e em dia com o compliance trabalhista.

Pessoa batendo ponto eletrônico - Imagem de rawpixel no Freepik
Imagem: Freepik

O que é ponto eletrônico

Ponto eletrônico é o sistema digital que registra o horário de chegada e saída de um empregado. É uma das formas de bater ponto possíveis. Ele pode ser feito de diversas maneiras: por cartão funcional (encostando o cartão no aparelho), por impressão digital, por senha ou até de maneira remota.

O que a lei diz sobre ponto eletrônico

O registro de ponto é uma obrigação definida por lei para todas as empresas que tenham mais de 20 funcionários. É o que consta no Art. 74 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O parágrafo 2º indica que as especificidades para o registro devem ser tratadas em instruções expedidas pelo órgão responsável — à época, era a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Hoje, a regulamentação consta na Portaria 671/2021, do Ministério do Trabalho e Previdência. 

A norma indica que a marcação de ponto eletrônico não tenha estrições, nem exija qualquer tipo de aprovação prévia por parte do empregador. O ponto não deve, tampouco, ser automático ou alterável.

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Cuidados ao escolher o ponto eletrônico

Como você viu, embora o registro do ponto seja obrigatório para empresas com mais de 20 funcionários, o uso do ponto eletrônico não é uma obrigação. Mas, se for adotado, precisa respeitar as normas da já citada Portaria 671/2021.

A regulamentação traz três tipos diferentes de controle de ponto eletrônico. O cuidado ao escolher o tipo de ponto passa pelas especificidades de cada um deles, que são:

REP-C – Ponto convencional

É descrito como um aparelho com “capacidade para emitir documentos decorrentes da relação do trabalho e realizar controles de natureza fiscal trabalhista, referentes à entrada e à saída de empregados nos locais de trabalho”.

Ele precisa estar no local da prestação de serviço e pronto para extrair e imprimir dados em caso da presença de um auditor-fiscal do trabalho. 

REP-A – Ponto alternativo

É um conjunto de equipamentos e programas de computador para registro da jornada de trabalho. Serve para trabalhadores em sistema remoto ou atuação externa.

Seu uso precisa ser autorizado via convenção ou acordo coletivo de trabalho e só pode durar enquanto esse acordo estiver vigente.

REP-P – Ponto em nuvem

É o programa de ponto executado em servidor dedicado ou em ambiente de nuvem com certificado de registro. Deve ser usado exclusivamente para o registro de jornada e com capacidade para emitir documentos decorrentes da relação do trabalho.

Lembrando que, para todos os casos, ao final do processo é preciso gerar um documento chamado Arquivo Eletrônico de Jornada e um relatório Espelho de Ponto Eletrônico, com detalhamento das horas trabalhadas.

Mulher sorrindo registrando ponto eletrônico no celular à frente de outra mulher sentada com laptop no colo - Imagem de pch.vector no Freepik
Imagem: Freepik

Como gerir o ponto eletrônico

O ponto eletrônico oferece à empresa a possibilidade de uma gestão integrada e em tempo real das jornadas dos trabalhadores. Não há risco de perda de informações ou marcações incorretas. A exportação digital dessas informações permite o cálculo imediato de horas extras, banco de horas, horário noturno e outros.

Empresas que optam por um controle completo e otimizado da rotina dos trabalhadores fazem uso de ponto eletrônico integrado a sistemas de gestão de escalas. Enquanto o primeiro cuida dos registros de presença de acordo com os parâmetros legais, o segundo atua na distribuição da rotina, também dentro dos limites trabalhistas. Juntas, as ferramentas informam com exatidão o quanto foi trabalhado, se algo saiu do planejado (com opção de alertas prévios, para evitar esses casos) e como deve ser o pagamento.

“Hoje eu tenho no final do mês a escala atualizada com todos os plantões que foram modificados, então é muito fácil conferir com o check-in e isso ajuda bastante inclusive na contabilidade”, destaca a médica Roberta Arneiro sobre o Escala, tecnologia desenvolvida na Inovação do Einstein que pode ser integrada ao ponto eletrônico, trocando informações com segurança e oferecendo muito mais assertividade.

Assim, o ponto eletrônico já é considerado por muitos uma ferramenta indispensável para uma melhor gestão organizacional. E ao aliar essa tecnologia a uma plataforma de escalas, os gestores conseguem ter à sua disposição o que há de melhor na automação de processos. 

Isso é fundamental para manter a produtividade em bons níveis e contribuir para o crescimento da empresa como um todo. Para completar, o controle de ponto pode ser unificado à gestão de benefícios, como é feito pela MarQ. Com o módulo, os gestores acompanham os registros de ponto dos colaboradores em tempo real, têm acesso instantâneo a relatórios personalizados e o RH ganha tempo para focar em ações estratégicas e no que realmente importa: cuidar de pessoas. 

“Turnos e escalas de trabalho são assuntos reincidentes na jornada de cliente da MarQ. É notório o quanto conseguimos agregar no ganho de eficiência e economia de tempo quando esse tema é abordado”, destaca Maurício Campos, co-fundador da MarQ.

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Redação Escala

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