Nine-day fortnight é um regime de trabalho em que o profissional ganha 1 dia a mais de descanso na quinzena, totalizando 9 dias trabalhados. Enquanto em uma quinzena geralmente se trabalha 10 dias (considerando uma escala 5×2), no modelo seria 1 dia a menos.
Embora ainda não seja muito popular no mercado de trabalho brasileiro, é uma pauta em ascensão com a discussão sobre o fim da escala 6×1. É também um modelo mais conservador do que a proposta da escala 4×3, aumentando os descansos de forma mais alinhada aos padrões válidos atualmente.
Saiba mais.

Como funciona o nine-day fortnight
Nine-day fortnight pode ser traduzido como quinzena de 9 dias. Para quem atua de segunda a sexta, por exemplo, pelo modelo alguns finais de semana acabariam estendidos.
Na prática, ficaria assim ao longo do mês:
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Semana 1: trabalho de segunda a sexta
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Semana 2: trabalho de segunda a quinta
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Semana 3: trabalho de segunda a sexta
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Semana 4: trabalho de segunda a quinta
É um revezamento de uma semana com 5 dias de atuação e outra com 4.
No total, o profissional ganha mais 2 descansos por mês. O modelo mais comum é mesmo que esse descanso adicional caia às sextas, oferecendo um final de semana prolongado. E sem desconto no salário.
Mas há discussões sobre o modelo prevendo compensação de horas ao longo da semana. É uma forma de as empresas flexibilizarem descansos sem abrir mão da força produtiva.
É mais ou menos o que já ocorre com o banco de horas. A empresa pode flexibilizar o sistema (dentro dos limites de jornada), possibilitando, por exemplo, acúmulo de saldo para descontar 1 dia completo de descanso. Mas cada banco tem suas regras, inclusive do período limite para desconto:
O nine-day fortnight é mais adotado em outros países, como na Austrália, nos Estados Unidos e no Reino Unido. É possível encontrar vagas para trabalhar no modelo em segmentos como arquitetura, engenharia e tecnologia. Entre as empresas mais conhecidas com oportunidades no regime estão a Dolby e a Nasa. Na Austrália, até órgãos governamentais já adotam.
Nesses países, as ofertas de trabalho em nine-day fortnight também são denominadas 9/80. O termo se refere à atuação de 9 dias na quinzena em 40 horas semanais. Mas já existem até empresas que ofertam 72 horas semanais de atuação.
Aqui no Brasil, há oportunidades disponíveis no regime, por exemplo, em filiais de empresas estrangeiras, como na norueguesa DOF, de energia e serviços offshore.
Veja mais tipos de escala de trabalho
Equilíbrio entre trabalho e descanso
A segurança no trabalho também passa pelo descanso. Os limites de carga horária são pautados em recomendações de autoridades trabalhistas para uma atuação segura. É inclusive com base neles que estão sendo revistos os valores atuais do mercado brasileiro, propondo uma nova escala de trabalho. A principal defesa, aliás, é pela redução do atual limite de 44 horas semanais de jornada para 40, comum no nine-day fortnight.
A quinzena de 9 dias surgiu como mais uma proposta nesse sentido. Até porque está cada vez mais provada a importância do equilíbrio entre trabalho e repouso. Na Saúde, por exemplo, existe estudo que aponta aumento de riscos aos pacientes atendidos por profissionais sobrecarregados.
Mais um impacto é no absenteísmo. Com oferta de flexibilidade, esse índice tende a cair. É o resultado do menor risco de acidentes e doenças laborais (que geram afastamentos), assim como da maior disponibilidade para compromissos além do trabalho, beneficiando o planejamento pessoal do colaborador. Esses fatores também podem refletir na produtividade.
O controle de jornada é o primeiro passo das empresas em prol desse equilíbrio. E é fácil cuidar dessa gestão em soluções online. Os produtos Escala foram desenvolvidos para essa finalidade, com versão disponível para profissionais de regime CLT e outros modelos.

As ferramentas podem ser configuradas com os limites válidos na empresa. Assim, casos de sobrecarga são evitados por meio de alertas e bloqueios do sistema no planejamento de pessoal. Essa configuração também possibilita que a plataforma levante os melhores dias de descanso.
“É sempre bom dar esse alerta para o coordenador ver a melhor distribuição da escala, atendendo também as necessidades do profissional. É um auxílio para não acontecer de ficar uma carga horária exagerada e termos algum risco assistencial”, compartilha Mayara Melgaço, gerente de enfermagem do Hospital Lindouro Avelar, usuário do Escala.
Em prol do equílibrio, mais um benefício do Escala é a capacidade de personalização da escala pelo colaborador. Os profissionais podem, por meio da ferramenta, solicitar preferências e trocar turnos e descansos com colegas. As solicitações são validadas pelo sistema e encaminhadas à aprovação do gestor (ou liberadas automaticamente se a gestão preferir).
Essas análises da plataforma são apoiadas pela funcionalidade de check-in ou pela integração com o sistema de ponto, apoiando substituições no lugar de extensão do expediente. É o profissional certo onde precisa, de forma justa e segura.
E pela facilidade no planejamento, as escalas podem ser liberadas com maior antecedência, contribuindo com a instituição, que se mantém preparada, assim como os profissionais.
“Quando os colaboradores são capazes de olhar do final de um mês para o outro: ‘nossa, minha programação será esta, minha escala já está completa, não vou sobrecarregar’, os resultados são outros. O trabalho e o nível de atenção mudam e garante-se assiduidade, pontualidade, nível de comprometimento e satisfação do cliente, porque são pessoas mais satisfeitas lidando com outras. Certamente o trabalho será de excelência e qualidade”, atesta a enfermeira Daniela Rebouças, usuária do Escala no Einstein.
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