Escala de final de ano é o planejamento de equipe para as últimas semanas de dezembro. É uma organização desafiadora, pois engloba o período entre Natal e Ano Novo, comumente associado a confraternizações, férias e descansos.
Enquanto algumas empresas optam pelo recesso de fim de ano, outras mantêm sua operação e precisam escalar profissionais (às vezes até aumentar o quadro).
Um dos maiores desafios dos organizadores de escalas é montar a escala de final de ano. É ele quem toma a decisão de escalar os profissionais para essas datas. E são diversas solicitações de ausência, além do alto risco de faltas inesperadas.
Saiba, a seguir, as variáveis que o organizador deve levar em conta ao montar a escala de final de ano. Listamos a legislação referente ao período e estratégias para fazer esse planejamento. Aprenda a fazer uma escala de trabalho justa e eficiente, que atenda pedidos de ausência sem desfalcar o serviço.
Como fazer escala de final de ano
Leis que interferem na escala de fim de ano

Leis trabalhistas: trabalhar Natal e Ano Novo
O Art. 70 da CLT veda o trabalho aos feriados. Mas a lei trabalhista também reconhece que alguns serviços não podem parar. Por isso há legislações específicas sobre esses casos, como a Lei 605/1949. De acordo com ela, o feriado trabalhado requer pagamento em dobro ou outro dia de folga.
No calendário federal, 25 de dezembro (Natal) e 1 de janeiro (Ano Novo) são feriados nacionais. Portanto, o pagamento dobrado ou a folga adicional são direitos dos trabalhadores em regime CLT que atuarem nesses dias. Já 24 e 31 de dezembro são ponto facultativo, cabendo à empresa decidir a suspensão ou não do expediente e as regras de atuação.
Mas há exceções. Para profissionais em escala 12×36 e outras com jornada maior, nada muda aos feriados. O entendimento é que o maior período de descanso em relação às jornadas tradicionais já seja compensatório. Porém, acordos e convenções coletivas podem trazer determinações diferentes.
E quem trabalha em outros regimes, como de prestação de serviços, tem suas regras definidas com a empresa. É o caso de plantonistas de hospitais, por exemplo. Mas mesmo nesses casos é comum a prática de pagamento diferenciado para os plantões de Natal e Ano Novo. O objetivo é atrair profissionais para atuar nessas datas.
Tipo de contratação
Como você viu, as regras trabalhistas variam de acordo com o contrato firmado entre a empresa e o profissional. E entre os modelos comuns na escala de final de ano está o contrato de trabalho intermitente.
Autorizada pelo Art. 443 da CLT, é uma forma de contratação temporária. É caracterizada pela prestação de serviços com subordinação mas de forma não contínua. Ou seja, alterna períodos de trabalho com inatividade. Por essa flexibilidade, esses profissionais costumam ser remunerados por hora. E têm direito a adicionais proporcionais no pagamento das férias, 13° e os demais previstos na CLT.
Férias
A escala de final de ano também merece atenção em relação aos profissionais de férias, para que não sejam convocados. Para eles, vale lembrar que o Art. 134 da CLT, que aborda as férias, impede que elas iniciem no período de dois dias antes de feriado ou DSR. Cabe o cuidado em relação aos feriados de dezembro, e também a consulta a acordos e convenções coletivas que podem trazer exceções.
Organização da escala de Natal e Ano Novo

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avalie a demanda. A procura sobe nesse período para alguns serviços. Hotéis e restaurantes, por exemplo, podem precisar escalar mais profissionais e até recorrer a contratações intermitentes;
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mapeie a equipe disponível (quem já solicitou folgas e férias não poderá ser escalado);
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tenha critérios bem-definidos para fazer escalas justas. Por exemplo, não escalar novamente quem trabalhou nos feriados no ano anterior, a não ser que sejam pedidos dos profissionais;
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informar a escala com antecedência permite que os profissionais se planejem;
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respeite as regras da organização (já pode ser preestabelecido a divisão dos profissionais em plantões pares e ímpares, por exemplo, e daí cada um deve trabalhar de acordo com a sua escala, a não ser que alguém troque);
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ofereça incentivos (como descansos em outros feriados, valores diferenciados etc.);
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prepare um plano de contingência (profissionais de sobreaviso e folguistas, por exemplo, podem ajudar a cobrir faltas inesperadas a depender da natureza da escala);
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conte com um sistema de gestão de escalas para o planejamento ideal – veja possibilidades abaixo:
Soluções para montar escala de final de ano

Contar com um sistema de gestão de escalas é fundamental para montar a escala de fim de ano sem erros e conflitos. O Escala oferece soluções para times CLT e plantonistas com funcionalidades bastante úteis para a escala de final de ano.
Com acesso via web e aplicativo para todo o time, o Escala tem entre os seus destaques as trocas que podem ser feitas pelos profissionais no sistema. Assim que as escalas são montadas e publicadas, as solicitações de trocas podem ser feitas e o organizador recebe os pedidos para aprovação. Isso evita comunicações paralelas e o risco de alguém (ou a própria escala) ser prejudicado por incoerência de informações. O sistema, ainda, valida se as trocas não vão descumprir nenhuma regra da escala.
E mais:
Para times CLT
O Escala Jornadas é o produto Escala para trabalhadores CLT. O sistema pode ser configurado com as regras trabalhistas. Assim, em uma interface simples e intuitiva, apoia a montagem de escalas em poucos passos. Sempre alertando possíveis erros para que não gerem infrações.
Para a escala de fim de ano, algumas funcionalidades de destaque são o histórico de faltas e o sorteador de folgas. O histórico informa todas as ausências dos profissionais, auxiliando na tomada de decisão. Por meio dele é possível ver, por exemplo, quem trabalhou no último Natal e Ano Novo, para que não seja escalado novamente e a escolha fique mais justa.
Já pelo sorteador de folgas, o organizador sorteia pelo sistema, de maneira aleatória, quem vai ganhar o descanso, garantindo a imparcialidade da decisão.
Para plantonistas
O Escala Plantões é a versão do Escala para prestadores de serviço. A ferramenta pode ser configurada com as regras válidas na empresa, inclusive de maneira personalizada para cada time e profissional.
O painel financeiro, por exemplo, pode receber essas configurações customizadas. E a vantagem é que no final do mês a funcionalidade informa quanto cada profissional tem a receber de acordo com os plantões realizados, já considerando casos de valores diferenciados, como é comum nos plantões de final de ano.
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