Sistematização da assistência de enfermagem (SAE): etapas e benefícios

Publicado em 29 outubro, 2025

Atualizado em 4 novembro, 2025 | Leitura: 4 min

A enfermagem é uma arte que integra ciência rigorosa, sensibilidade e criatividade. A equipe de enfermagem equilibra de forma meticulosa razão e emoção, combina com precisão o elo entre a observação sistemática, a organização das atividades prestadas e a dedicação ao bem-estar dos pacientes.

E é para assegurar que cada paciente receba esses cuidados personalizados baseados em evidências, segurança, dignidade e excelência que existe a sistematização da assistência de enfermagem (SAE), uma metodologia que organiza toda a operacionalização das rotinas de enfermagem, se relacionando a aspectos organizativos necessários para a prática assistencial.

O que é sistematização da assistência de enfermagem

A sistematização da assistência de enfermagem (SAE) começou a ser idealizada no Brasil em 1970, mas somente em 2002 a regulamentação se tornou oficial e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) formalizou sua obrigatoriedade em todas as instituições de saúde, públicas e privadas, por meio da Resolução Cofen nº 272/2002.

Mais adiante, a norma foi atualizada pela Resolução Cofen n° 358/2009 e, recentemente, a Resolução Cofen nº 736/2024 veio para implementar o processo de enfermagem (PE) e diferenciá-lo da SAE. Na prática, são conceitos complementares, com a SAE estruturando o trabalho da enfermagem e servindo de base ao PE, que estabelece os métodos de cuidado.

Quais são as 5 etapas da SAE

A SAE deve ser aplicada exclusivamente por enfermeiros e está estruturada em cinco etapas:

  • coleta de dados;
  • diagnóstico de enfermagem;
  • planejamento;
  • implementação;
  • avaliação.

 

A sistematização da assistência de enfermagem impacta diretamente na organização e planejamento do enfermeiro, pois contribui de forma efetiva na continuidade do cuidado e evita improvisações.

Consequentemente, melhora a qualidade da assistência através da segurança, eficiência e humanização. E, sobretudo, facilita a comunicação entre as equipes ao padronizar os registros e condutas assertivas, e certamente valoriza o papel do enfermeiro, fortalecendo sua autonomia e tomada de decisão.

 

SAE na organização dos plantões

Para elaborar uma escala eficiente, nós enfermeiros precisamos seguir praticamente as mesmas recomendações da SAE de forma estruturada:

Coleta

Coletamos os dados através do levantamento do número e nível assistencial dos pacientes.

Diagnóstico de enfermagem

Identificamos os recursos disponíveis (como o número de profissionais, jornada contratual, folgas, licenças) e consideramos a identificação do diagnóstico organizacional (como os riscos de sobrecarga da equipe de enfermagem relacionado à alta demanda assistencial e número insuficiente de profissionais).

Planejamento

O planejamento nos permite definir a quantidade ideal de profissionais por turno com base na classificação de pacientes e assim fazer a distribuição equilibrada de enfermeiros, técnicos e auxiliares conforme complexidade dos cuidados, além de prever o reforço nos turnos com maior demanda e necessidade de ajustes.

Implementação 

A implementação aqui é a divulgação da escala, para manter todos da equipe atualizados sobre as coberturas.

Avaliação

Por fim, a avaliação se destaca pelo monitoramento da distribuição dos profissionais, identificando ajustes.

Como fazer: todas essas tarefas podem ser realizadas de forma eficaz com o Escala Jornadas, plataforma de gestão que possibilita remanejar os profissionais de forma segura e eficiente e monitorar continuamente indicadores como gestão de ausências, banco de horas e cumprimento das regras trabalhistas através de relatórios e dados precisos que ajudam na antecipação dos problemas e planejamento futuros.

O Escala foi criado para facilitar a gestão de escalas e está consolidado como uma solução eficiente e segura para atender os padrões e preconizações trabalhistas, favorecendo o engajamento da equipe e a segurança dos pacientes.

O sistema otimiza o tempo dos profissionais de enfermagem na elaboração e controle de planilhas, ganhando mais tempo para cuidar dos pacientes e de suas equipes!

Veja como usamos o Escala com eficiência na enfermagem do Einstein

 

Conteúdos Relacionados

Daniela Rebouças

Colunista convidada do blog do Escala, Daniela Rebouças atua como enfermeira sênior no Residencial Israelita Albert Einstein desde 2008 e docente na pós-graduação da instituição. É especialista em gerenciamento de projetos.
Todos os posts