Escala 6×1

Considerada uma das principais escalas de trabalho, a escala 6×1 é estruturada com seis dias seguidos de trabalho e um dia de folga, considerado o descanso semanal obrigatório. Os colaboradores contratados sob essa rotina geralmente estão em shoppings e supermercados ou são técnicos que precisam de horários extremamente flexíveis para corrigir potenciais problemas.

Para entender como funciona a escala 6×1 e como aplicá-la devidamente no seu negócio, continue a leitura.

Quer saber como montar uma escala? Leia nosso texto e saiba tudo sobre escalas de trabalho.

O que é e como funciona a escala 6×1?

A escala 6×1 prevê, especificamente, que o colaborador trabalhe por seis dias consecutivos e receba, na sequência, um dia inteiro de descanso.

Para tanto, é preciso que no ato do contrato (ou em um acordo com o empregador) seja pensada uma forma de dividir as 44 horas semanais dentro desses seis dias, sempre respeitando o limite de oito horas diárias estipulado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Entre as suas aplicações, a escala 6×1 é bastante utilizada em atividades que precisam ser realizadas também aos finais de semana, como:

  • restaurantes;
  • padarias;
  • supermercados;
  • comércios de rua e shopping centers;
  • segurança;
  • telefonia;
  • transporte público.

De modo geral, esse tipo de escala permite que os colaboradores possam se intercalar entre as folgas e, consequentemente, gera uma maior flexibilidade aos horários da empresa.

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Uma das sugestões para realizar uma boa divisão de horas dentro dessa escala é distribuir o mesmo número de horas em cada dia de trabalho, ou seja, sete horas e 20 minutos por dia. Outra possibilidade é estipular que, de segunda a sexta-feira, o colaborador trabalhe por oito horas e, no sábado, apenas quatro.

Principais benefícios de uma escala 6×1

Além de ser uma escala devidamente amparada pela CLT, esse modelo de jornada permite que os colaboradores se revezem de modo a garantir o funcionamento do cronograma de produção ou de atendimento da sua organização. Assim, o seu negócio mantém as portas abertas sem que você precise impedir o descanso semanal da equipe.

Para o colaborador esse tipo de escala também é interessante, pois, embora tenha que trabalhar aos finais de semana, ele poderá garantir suas folgas durante a semana e até mesmo em dias diferentes. É claro que, nesse caso, a empresa necessita de um bom método ou ferramenta para distribuir as  folgas, e o colaborador deverá organizar sua rotina. 

A seguir, veja mais benefícios que essa escala pode oferecer.

Horário de atendimento estendido

Por meio da implementação do modelo de escala 6×1, sua empresa poderá continuar funcionando normalmente durante os fins de semana e feriados, de modo a prestar atendimento estendido ao cliente. Isso garante, além de maior flexibilidade para o seu público-alvo, um aumento de receita em detrimento do horário de funcionamento.

Metas comerciais mais atingíveis 

Com um cronograma de escalas organizado e uma distribuição de folgas eficiente, o seu negócio poderá funcionar aos domingos, feriados e, inclusive, implementar um plantão de vendas. Assim, será mais fácil alcançar suas metas sem entrar em desavenças com a lei.

Folgas durante a semana

Trabalhar aos fins de semana permitirá que o colaborador folgue durante a semana, podendo resolver aquelas pendências que só podem ser solucionadas de segunda a sexta-feira. Para isso, é importante organizar as escalas com antecedência, de modo que o funcionário possa se planejar de acordo com suas necessidades.

Quais as desvantagens da escala 6X1?

Existem também algumas desvantagens desse tipo de escala para o colaborador, veja:

  • trabalho aos fins de semana e feriados;
  • apenas um domingo de folga por mês;
  • não poder escolher os dias de folga (dependendo da ferramenta escolhida para distribuir as folgas).

Como gerenciar uma escala 6×1?

Ao optar pela escala 6×1 para a jornada de trabalho dos seus colaboradores, a empresa deve garantir um bom sistema de controle de ponto e de escalas.

Apesar de não ser obrigatório para todas as empresas – uma vez que a reforma trabalhista sugere que apenas empresas com mais de 20 funcionários realizem o controle documentado do registro de ponto –, ao implementá-lo, tanto o setor de recursos humanos (RH) quanto o departamento pessoal passam a ter dados mais corretos e seguros quanto ao cumprimento da jornada de cada trabalhador. Assim, fica mais fácil descontar faltas e atrasos, além de garantir os devidos acréscimos por horas extras, por exemplo.

Em uma empresa prestadora de serviços, outro ponto essencial é a garantia de uma escala de trabalho organizada conforme as demandas dos clientes, o que evita que faltem profissionais para a realização de trabalhos em determinados dias e locais. Por esse motivo, é tão importante que haja um sistema para estabelecer a rotina.

Além do mais, por meio de uma gestão de escalas eficiente, é possível planejar como será a jornada da semana ou do mês de cada colaborador da empresa para que seja possível oferecer um bom atendimento aos clientes. A medida também permite que os profissionais possam organizar os seus compromissos pessoais e de trabalho conforme as necessidades da sua escala.

Solução na palma da mão

Desenvolvida a partir de uma iniciativa do Laboratório de Inovação da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, o Escala é uma plataforma em nuvem que permite otimizar o gerenciamento de escalas e jornadas de trabalho por meio de diversas funcionalidades disponíveis na web ou no aplicativo.

Exemplo de calendário 6x1

Fique de olho

Para gerir uma escala 6×1 com eficiência, é importante que o setor de RH da organização atente-se também a:

  • regras de entrada e saída (cumprimento de carga horária);
  • descanso obrigatório: a cada seis dias trabalhados o colaborador tem direito a um dia de folga;
  • um domingo de folga a cada, no máximo, sete semanas. No caso das mulheres, um domingo de folga a cada 15 dias.

Gestão de Escalas e Plantões

Escala 6×1: o que diz a CLT?

A CLT determina que o colaborador não pode trabalhar mais do que oito horas por dia ou 44 horas na semana. Ainda segundo a lei, ele também tem direito a um descanso semanal de pelo menos 24 horas, que, quando possível, deve ocorrer aos domingos.

A escala de revezamento entre os colaboradores deve garantir que todos tenham uma folga no domingo a cada sete semanas, no máximo. A possibilidade de dobrar o turno, nesse tipo de escala, depende do tipo de jornada realizado por cada colaborador, porém, é importante atentar-se às leis trabalhistas que dizem que a cada oito horas trabalhadas, o colaborador possui direito de descanso de 11 horas ininterruptas (também conhecido como intervalo interjornada).

Caso ocorra um imprevisto e você não consiga respeitar esse direito, recompense o colaborador com o pagamento de horas extras. Lembre-se também que o dia de folga obrigatório nessa escala pode ser fixo ou variar, desde que esteja de acordo com o sindicato da categoria ou com a convenção coletiva de trabalho especificada.

Quais são os direitos do trabalhador que cumpre a jornada 6×1?

Eles possuem todos os direitos especificados pela CLT como, por exemplo:

  • anotação na carteira de trabalho;
  • férias;
  • 13° salário;
  • FGTS;
  • adicionais legais (como adicional de periculosidade, se for o caso);
  • horas extras;
  • intervalo intrajornada (de descanso e alimentação) etc.

Além disso, o colaborador dessa modalidade de jornada também tem direito ao intervalo de uma hora ou 30 minutos para alimentação e ao descanso semanal remunerado (DSR). Este refere-se ao direito de folgar, ao menos, um dia da semana. 

Ainda em relação ao DSR, de modo geral, a lei trabalhista prevê que o colaborador que não faltar durante a semana, tendo cumprido integralmente sua jornada de trabalho, tem direito a esse descanso, que pode acontecer aos domingos ou aos dias de semana.

Como é calculado o DSR na jornada 6×1?

O DSR é realizado integralmente no salário do colaborador. Veja o exemplo a seguir.

Vamos imaginar um colaborador que recebe o valor mensal de R$ 2.000. Nesse caso, por ser um funcionário mensalista, o valor do DSR já está embutido no salário e nenhum valor a mais deverá ser calculado.

O cálculo, porém, muda no caso dos colaboradores que recebem por hora. Imagine um funcionário semanalista que trabalha 44 horas semanais e recebe o salário de R$ 500. Nesse caso, o cálculo ficaria assim:

44 / 6 = 7,33 (7 horas e 20 minutos)
R$ 500 / 44 = R$ 11,36
R$ 11,36 x 7,33 = R$ 83,27

O valor do DSR para esse trabalhador será de R$ 83,27.

Principais dúvidas

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Qual a carga horária na escala 6×1?

Não, o colaborador que trabalha sob essa escala não trabalha apenas seis horas por dia, como muitos acreditam. Trabalhar numa escala 6×1 significa que o funcionário vai trabalhar seis dias e folgar um. A carga horária dessa escala, portanto, se manterá de acordo com as regras da CLT, oito horas por dia e 44 horas semanais.

É possível dobrar o turno?

A CLT especifica que, a cada oito horas trabalhadas, o colaborador deverá descansar por 11 horas ininterruptas. Assim, ao solicitar que este fique para mais um turno, será necessário validar junto ao time de RH se a regra não será quebrada. Quando não for possível respeitá-la, você deverá recompensar o funcionário com o pagamento de horas extras.

O funcionário pode trabalhar mais do que seis dias seguidos na escala 6×1?

Não, porque é preciso respeitar as 11 horas ininterruptas de descanso semanal obrigatório.

A escala 6×1 também é boa para o empregado?

Sim, tendo em vista que o colaborador poderá folgar durante a semana, aproveitando para solucionar situações que só conseguiria em horário comercial. Lembrando que os funcionários têm direito a uma folga de domingo extra por mês, além das folgas semanais (essa determinação varia de acordo com a empresa e o sindicato da categoria).

E como funcionam as horas extras na escala 6×1?

O cálculo de horas extras é realizado de acordo com a carga horária do trabalhador e independe do modelo de jornada. Assim, tendo em vista que o limite de horas trabalhadas é de oito horas diárias, ou 44 horas semanais, o que excede esse tempo deverá ser pago como hora extra ou como banco de horas.

Como ficam as férias?

Independente da escala de trabalho do colaborador, a CLT garante o direito às férias remuneradas uma vez ao ano. Assim, quem trabalha em uma escala 6×1 também tem direito às férias remuneradas.

O trabalhador tem direito de folgar aos domingos?

Sim, porém isso ocorre de maneira diferente de uma escala tradicional, em que o colaborador tem direito a folgar todos os domingos. Na escala 6×1, a folga é determinada em apenas um dia da semana e, conforme especifica o sindicato, essa folga deverá cair aos domingos a cada quatro ou sete semanas.

Como ficam os feriados?

Quando o feriado é ponto facultativo, é possível buscar um acordo para folgar em algum outro dia. Assim, se ele cai numa quarta-feira, por exemplo, a empresa poderá negociar com seus colaboradores para que todos trabalhem naquele dia e folguem na sexta-feira.

Já em casos de feriado oficial, a empresa até pode defini-lo como dia de trabalho, desde que estritamente necessário – caso dos profissionais de transporte ou saúde, por exemplo. Do contrário, trata-se simplesmente de um dia em que todo colaborador, mesmo na escala 6×1, tem direito a se ausentar.

O funcionário pode escolher o tipo de escala que quer trabalhar?

As empresas são responsáveis por especificar no contrato de trabalho o tipo de escala e jornada de trabalho que cada colaborador deverá seguir, o que pode variar de acordo com fatores como o setor de atuação, a função elaborada, o tipo de empresa etc.

Em alguns casos, pode até ser que o colaborador consiga definir os seus próprios horários de trabalho, mas isso é mais comum quando ele se torna PJ (pessoa jurídica).

Independente do turno de trabalho escolhido, estas regras devem ser cumpridas:

  1. O descanso entre uma jornada e outra deve ser de, no mínimo, 11 horas, obrigatoriamente.
  2. Todo e qualquer profissional contratado deve ter semanalmente, no mínimo, 24 horas seguidas de folga.
  3. Toda escala deve contemplar ao menos um domingo de folga, seja uma vez na semana, seja a cada quatro semanas, dependendo do regime adotado.
  4. Deve-se garantir ao trabalhador, no mínimo, uma hora de descanso. E, no máximo, duas horas em todo período de trabalho contínuo que exceda seis horas.

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