Gestão financeira para pagamento de plantões médicos

Publicado em 12 agosto, 2020

Atualizado em 29 agosto, 2022 | Leitura: 5 min

Tão importante quanto cuidar da vida de seus pacientes é cuidar da saúde financeira da sua instituição de saúde. Afinal, dentre os diversos setores responsáveis por manter o bom funcionamento do hospital, o financeiro tem o papel de movimentar toda a estrutura, bem como garantir o seu sucesso financeiro, inclusive por meio do correto pagamento de plantões médicos.

A gestão financeira deve, portanto, ser realizada de forma metódica e exige quase tanto perfeccionismo quanto um cirurgião envolvido em um procedimento de alto risco. A diferença é que o grande risco em jogo é a longevidade da sua instituição de saúde.

Para manter o fluxo de caixa girando (e consequentemente o contínuo atendimento ao público), é importante garantir um gerenciamento financeiro eficiente. Nessa tarefa, um dos grandes desafios é a remuneração dos plantonistas. Mas já adiantamos: a organização é ponto-chave para o devido pagamento de plantões médicos. 

A seguir, saiba os passos para realizar esses procedimentos sem erros.

Por dentro da jornada do plantonista

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Imagem: Freepik

A jornada de trabalho de um médico plantonista, segundo o que está previsto no Conselho Federal de Medicina (CFM), não pode ultrapassar 24 horas consecutivas. Esse cuidado é fundamental para preservar a saúde dos profissionais e dos pacientes que estiverem sob seus cuidados.

Portanto, para calcular o pagamento de plantões médicos, é necessário dividir o salário-base mensal por um divisor específico, que pode ser:

44 horas: 220;
42 horas: 210;
40 horas: 200;
36 horas: 180;
35 horas: 175;
30 horas: 150;
25 horas: 125;
24 horas: 120;
20 horas: 100;
12 horas: 60.

Por exemplo, se o plantonista cumpre uma jornada de 24 horas por semana, divide-se o salário por 120. O resultado é o valor da hora normal. Para calcular a hora extra, deve-se multiplicar o resultado por dois.

Como fazer a gestão financeira para pagamento de plantões médicos na sua instituição de saúde

Algumas práticas podem ajudar:

1. Registre o fluxo de caixa

Todas as empresas precisam registrar devidamente o seu fluxo de caixa, até mesmo as instituições de saúde. Afinal, o profissional responsável pela administração financeira precisa dedicar cuidados especiais aos gastos que a clínica possui, por exemplo, com estrutura e pessoal. É fundamental registrar todas as movimentações financeiras do negócio, mesmo as pequenas despesas do dia a dia, que geralmente são desconsideradas.

2. Use a tecnologia a seu favor

Os recursos de tecnologia para o setor da saúde trazem muita praticidade. Com eles é possível descomplicar tarefas e reduzir para minutos atividades que levavam horas – e o melhor: sem perder a eficiência, afinal os dados oferecem informações precisas. 

Para a contabilidade você pode contar com o relatório financeiro do Escala Plantões. A ferramenta, desenvolvida no Laboratório de Inovação do Hospital Israelita Albert Einstein, é destinada para a gestão de plantonistas e emite extratos que mostram quanto cada colaborador tem a receber de acordo com o que foi trabalhado.

As informações ficam registradas no sistema e é possível visualizar em detalhes a justificativa dos valores finais. Além disso, o gestor pode configurar as regras de pagamento de plantões médicos, com valores diferenciados por equipes, por plantão, por profissional etc.

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3. Acompanhe e atualize constantemente as escalas de trabalho do seu time

Para que se cumpra o acordo estipulado entre médico e hospital e garantir que os pagamentos estão sendo realizados de modo justificado ao corpo médico, é importante garantir o registro e o cuidado na gestão das escalas de trabalho. O Escala Plantões auxilia na criação e manutenção das escalas e ainda oferece o recurso de check-in com geolocalização que confirmará se o médico trabalhou ou não em determinado plantão.

4. Separe contas a pagar e a receber

Outro método de gestão financeira eficiente é a separação das contas a pagar e a receber em diferentes planilhas de controle. Essa prática permitirá que você enxergue quais são os custos mais altos da clínica e se eles são supérfluos. Daí então será possível diminuir essas despesas.

Eventuais atrasos em pagamentos também poderão ser identificados com mais rapidez. E assim o setor de cobranças terá mais tempo para agir e diminuir a inadimplência, evitando surpresas para a saúde financeira da clínica.

5. Planeje

Mais essencial do que o próprio processo de controle e gestão de escalas médicas é o planejamento prévio destas. Afinal, além de possibilitar uma previsão de quanto será gasto com o pagamento de plantões médicos, você também garantirá maior eficiência no setor de pronto atendimento e controlará possíveis indícios de absenteísmo

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Imagem: Freepik

A tecnologia como principal facilitador de processos no setor hospitalar

Acompanhar as horas trabalhadas nos plantões é um verdadeiro desafio: há diferentes profissionais envolvidos, os tipos de turno variam, trocas entre os colaboradores são feitas a todo momento e uma série de outras situações (muitas vezes inesperadas) podem acontecer.

Como você viu, fazer um controle preciso das jornadas é muito importante nesse cenário. A solução desenvolvida pelo Escala tem provado, com excelentes cases de sucesso, que criar e gerenciar escalas por meio de uma interface web e aplicativo móvel, além de melhorar processos, sustenta a satisfação das equipes médicas.

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Redação Escala

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